Encomendado pelo rei D.
Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia,
foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias.
Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a obra
com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial
e parte da execução) e João de Castilho (novo plano, abóbadas das naves e do
transepto – está com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta
sul, claustro, sacristia e fachada) que substitui o primeiro em 1516/1517. No
reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.
Deriva o nome de ter sido
entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao
sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão
Bonaparte no início do século XIX[carece de fontes].
Inclui, entre outros, os
túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher
D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís
Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa. O corpo de Almeida
Garrett encontrou-se aqui sepultado entre 08-03-1926 e 01-12-1966, altura em
que fora solenemente trasladado para o Panteão Nacional da Igreja de Santa
Engrácia.
Após 1834, com a expulsão
das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado à Igreja Paroquial
da Freguesia de Santa Maria de Belém.

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